Orientações do CEPD · art. 7.º do RGPD
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Curated updates: Italian DPA decisions, EDPB rulings, fines and regulatory news. Analyzed from a working DPO's perspective.
Pela deliberação n.º 284, de 17 de abril de 2026, publicada no Jornal Oficial n.º 98 de 29 de abril, a autoridade italiana fixou as regras dos pixels de rastreio no correio eletrónico e concedeu seis meses para a adaptação: o prazo é 29 de outubro de 2026. O rastreio individual das aberturas para fins de marketing exige, salvo exceções, o consentimento do destinatário. A verificação integra o plano de inspeção do segundo semestre. Para um encarregado o ponto não é a proibição — não existe — mas o facto de um tratamento tido por garantido há vinte anos precisar agora de um fundamento, de uma informação e de um modo de o desligar à parte.
Publicado no Jornal Oficial n.º 234 de 8 de outubro de 2026 e em vigor desde 23 de outubro, o decreto n.º 179/2026 estabelece que as decisões finais sobre a relação de trabalho não podem fundar-se exclusivamente em tratamentos automatizados, que o trabalhador pode pedir uma fundamentação compreensível e que as decisões tomadas em violação são nulas. Em paralelo, os sistemas de IA que incidem na organização do trabalho entram na avaliação de riscos nos termos do artigo 28.º do decreto 81/2008. Para um encarregado é o caso raro em que a consequência não é económica mas civil.
Pessoas que se tinham oposto continuavam a receber chamadas, e alguns contratos eram ativados sem que o titular soubesse. O Garante aplica à Wind Tre uma coima de 16,7 milhões e recorda um princípio para qualquer empresa com uma rede de agências: a responsabilidade não se externaliza juntamente com as vendas.
Um ataque aos sistemas da agência que geria os programas de um Ministério expôs dados de identificação, financeiros e de saúde de muitíssimas pessoas. A autoridade grega aplica 200 mil euros ao responsável e 150 mil ao subcontratante: notificar bem não basta se o fornecedor trabalha com sistemas ultrapassados e a relação não está regulada por contrato.
Parecem óculos normais, mas têm câmara, microfone e ligação à internet. O CEPD publica a primeira declaração sobre óculos inteligentes: quando o utilizador passa a ser responsável pelo tratamento, porque é que fabricantes e fornecedores de aplicações não lhe podem transferir as suas obrigações e o que significa, na prática, tornar visível uma gravação.
Um pequeno município do Vale de Aosta usa câmaras para trânsito, estacionamento, matrículas, ambiente e proteção civil. Uma munícipe descobre que uma delas enquadra a sua casa. O Garante aplica uma coima e esclarece um ponto válido para qualquer sistema: a ocultação de zonas privadas planeia-se antes de ligar a câmara, não depois da reclamação.
Pela decisão 101/2026, de 12 de maio de 2026, a Câmara Contenciosa da autoridade belga de proteção de dados sancionou uma empresa que tinha deixado ativa, mais de um ano depois da saída, a caixa de correio profissional de uma pessoa que já não trabalhava lá. As imputações não se limitam à conservação: tratamento sem fundamento, falta de transparência, ausência de medidas técnicas e organizativas de apagamento, desrespeito do direito de acesso. A linha da autoridade é constante desde anos e resume-se a duas datas: desativação no dia da saída, apagamento ao cabo de um mês.
A 19 de março de 2026 o CEPD lançou a ação coordenada de fiscalização do ano sobre as obrigações de transparência e de informação dos art. 12.º, 13.º e 14.º do RGPD. Participam vinte e cinco autoridades, cada uma livre no método: inspeções, questionários aos responsáveis pelo tratamento, leitura das informações publicadas nos sítios, verificações setoriais. Os resultados nacionais serão agregados na segunda metade de 2026 e o CEPD publicará um relatório de síntese com recomendações. Para quem trata de conformidade, o ponto é que este ano o controlo parte de um texto que já é público.
De 24 a 26 de setembro de 2026 a Revolut testou em três cafetarias de Londres um sistema de pagamento que reconhece o rosto na caixa e o compara com a selfie carregada na abertura da conta. A adesão é voluntária, acima de 200 libras é precisa uma segunda verificação, e a empresa declara cumprir o RGPD britânico. Para um EPD o que interessa está noutro lado: um rosto usado para identificar é um dado biométrico do art. 9.º, e na informação convivem dois dados distintos — o modelo biométrico e a fotografia tirada na caixa — com regras de apagamento diferentes.
Em 21 de setembro de 2026 o Comité Europeu para a Proteção de Dados adotou as orientações 04/2026 sobre o exercício do poder sancionatório em relação aos demais poderes de correção, abertas a consulta pública até 13 de novembro de 2026. Substituem as antigas orientações do Grupo do artigo 29.º e completam as de 2022 sobre o cálculo do montante. A diferença é substancial: aquelas diziam quanto, estas dizem se. E no quarto passo há uma presunção que desloca o ónus da defesa.
Se do sistema de faturação saírem apenas o nome, a firma, o número fiscal e a morada de um empresário, já públicos no registo, o risco é em regra improvável. Se saírem também o número nacional de identificação, detalhes de compras que revelam a saúde ou dados financeiros, a notificação é devida. Em qualquer caso, a decisão fica no registo interno.
Um vigilante despedido pede os dados do GPS instalado no carro de serviço para se defender num processo disciplinar. A empresa não os entrega nem explica porquê. O Garante sanciona a La Patria S.p.A. de Bolonha e recorda uma regra que muitos esquecem: também a recusa tem de ser fundamentada.
Números de identificação pessoal, contactos e dados sensíveis sobre baixas por doença, reabilitação e incidentes escolares, publicados na darknet após um ataque. A autoridade sueca identifica duas falhas concretas e sanciona diretamente o fornecedor. E abre investigações sobre os clientes que o escolheram.
O Comité Europeu adotou as diretrizes que dizem quando uma autoridade de controlo deve aplicar uma coima e quando pode ficar por uma repreensão, uma ordem ou uma proibição. Cinco passos, catorze exemplos e uma regra clara: se a infração não é menor, a coima é a norma.
Oitocentos médicos de família, um módulo adicional no software do consultório, uma base de dados com os diagnósticos e as prescrições de cerca de um milhão de doentes usada para estudos encomendados pela indústria farmacêutica. Para a empresa os dados eram anónimos. Para a autoridade italiana não: o código que seguia cada doente no tempo permitia isolá-lo. Coima de 7 milhões e 120 dias para se adequar.
Uma consultora informática recebe centenas de pedidos de apagamento, quase todos de candidatos. Muitos dados desaparecem sozinhos com o apagamento automático. Mas quem pediu não recebe resposta. Para a CNIL é uma violação do art. 12.º mesmo quando o dado já não existe: informar do resultado é uma obrigação distinta do apagamento.
O art. 12.º, n.º 2, não diz que os direitos têm de ser possíveis: diz que o responsável deve FACILITAR o seu exercício. Um cartaz que remete para um número pago impõe um custo a quem os quer exercer e desmotiva quem hesita. A existência de outras vias gratuitas no sítio não sanou a infração, porque era o cartaz que indicava o número pago.
Desde 2022 sabe-se como se calcula o montante. Faltava a pergunta anterior: deve a coima ser aplicada? As orientações adotadas em plenário a 21 de setembro dão às autoridades um percurso em cinco passos, catorze exemplos práticos e uma regra que muda as expectativas — se a infração não for menor, presume-se que se sanciona. Consulta aberta até 13 de novembro de 2026.
Em 3 de setembro de 2026 a CNIL aplicou uma coima de 500 000 euros ao Hôpital privé de la Loire. Um atacante entrou no processo clínico eletrónico com as credenciais de um médico e em cinco dias extraiu 524 867 processos, ao ritmo de cerca de setenta e três por minuto. Nenhum alerta. Faltavam a autenticação multifator e qualquer ferramenta capaz de reparar que algo estava errado.
Pela sentença n.º 359/2026, de 8 de julho de 2026, a Audiencia Nacional anulou a coima de dois milhões de euros que a autoridade espanhola aplicara à Amazon Road Transport Spain por pedir aos candidatos um certificado de registo criminal. O raciocínio: o art. 10.º abrange dados relativos a condenações e infrações, e um certificado que atesta a AUSÊNCIA de condenações não cai aí automaticamente. A decisão ainda é recorrível.
A 25 de setembro de 2026 a autoridade irlandesa publicou o relatório sobre a supervisão de produtos e serviços de inteligência artificial entre 2021 e 2025. Cerca de 180 produtos acompanhados, milhares de páginas de avaliações lidas e dois pontos que se repetem em quase todos os processos: o interesse legítimo como fundamento para o treino e a transparência de tratamentos que ninguém consegue explicar de forma simples.
A 7 de setembro de 2026, no Dublin Metropolitan District Court, a Brown Thomas Arnotts Limited declarou-se culpada de cinco acusações em vinte e uma por violação do regulamento irlandês de privacidade nas comunicações eletrónicas. Três respeitavam à ausência de um endereço válido para cancelar a subscrição, duas ao envio sem consentimento válido. A quantia paga é de dois mil euros. O que conta não é a quantia: é tratar-se de um processo penal.
A 12 de setembro de 2026 a Revolut confirmou ter divulgado dados de clientes na sequência de pedidos fraudulentos enviados a partir do domínio de correio de uma agência governamental legítima. Entre os dados: data de nascimento, moradas, números de telefone, cópias de passaportes e cartas de condução, selfies de verificação, extratos e históricos de transações. Cerca de 680 clientes contactados. Não é uma intrusão nos sistemas: é uma violação de dados pessoais por divulgação não autorizada, e tudo depende de um procedimento que quase ninguém escreveu.
A 21 de setembro de 2026 a autoridade irlandesa encerrou o inquérito aberto em fevereiro de 2020 à Google Ireland. Objeto: os dados de localização em três funcionalidades — Web & App Activity, Location History, Location Accuracy — entre 25 de maio de 2018 e 4 de fevereiro de 2020. Coimas de 403 milhões de euros e seis meses para repor a conformidade. O número faz manchete; para quem trabalha, o interessante está noutro sítio.
O canal chama-se Canal Prioritário e está no sítio da CNPD. Cobre três situações: acesso indevido a dados de menores, recolha e divulgação de imagem ou som com conteúdo sensível ou violento sem consentimento, e publicidade direcionada a menores. Pode ser utilizado pelas próprias crianças e jovens e por qualquer cidadão que detete a partilha ilícita destes conteúdos. Para o DPO não é mais uma obrigação: é uma alteração de exposição, e convém saber que tratamentos toca realmente.
O plano Solo é para quem começa: três clientes, um utilizador, todas as áreas documentais, o registo do art. 30, a gestão da violação de dados com o prazo das 72 horas. A dezanove euros era uma despesa a ponderar; a 9,99 é uma decisão que se toma num minuto. A mudança é na tabela, não num código de desconto: quem se inscrever hoje paga isto, e pagá-lo-á também daqui a seis meses.
O caso é pequeno, a lição não. O hospital é ao mesmo tempo lugar de cuidados e empregador da mesma pessoa, e quando as duas qualidades se tocam o processo clínico torna-se o instrumento mais cómodo e mais errado. A instituição pusera-o por escrito ao Ministério Público: aquele acesso não era abusivo, fora «efetuado por mandato da direção médica» «para o desempenho da prestação laboral». É exatamente a frase que a autoridade desmonta.
A peça de defesa é uma lista do que não se via: nem as cabinas, nem os chuveiros, nem as casas de banho; e junto aos cacifos não há bancos «que possam induzir quem se despe a sentar-se ali e portanto a ser imortalizado pelo sistema de vídeo». É um raciocínio por subtração, e num balneário não funciona. Para o EPD, porém, a passagem a reter é outra: entre as normas violadas está o art. 5.º, n.º 1, al. e), porque as setenta e duas horas de conservação declaradas não eram sustentadas por nenhuma avaliação que demonstrasse a sua necessidade.
Uma reclamação, um só titular, dados de contacto, uma gravidade que a própria autoridade classifica de «baixa» — e cinco milhões e meio de euros. O cálculo não é punitivo: resulta de um volume de negócios acima de 500 milhões, de um precedente de julho de 2025 e de sete meses em que a vontade do cliente estava escrita num sistema e ignorada por outro. Para o EPD o ponto operacional é um: o canal que indica no aviso de privacidade não é o único canal válido.
Quem montou uma oposição sobre a demora da autoridade deve reler o calendário. O Supremo esclarece três coisas: reclamação e procedimento sancionatório são autónomos, pelo que ultrapassar os nove a doze meses não faz caducar o poder sancionatório; os 120 dias servem para notificar a imputação, não para aplicar a coima; e correm a partir do «apuramento definitivo», que não é a primeira notícia mas o momento em que a autoridade pode avaliar todos os elementos — incluindo o contraditório consigo. Depois da imputação resta apenas a prescrição de cinco anos.
Quatro semanas após o fim do processo são o prazo mais curto da Europa para este dado, e não é uma recomendação facultativa: perante uma reclamação é a primeira coisa que a autoridade neerlandesa verifica. A cópia do documento de identificação é a exceção que parte em três o processo individual do trabalhador.
Toda a gente lê o Regulamento como um exercício de classificação de risco. Por baixo há prazos de conservação tão concretos como os fiscais: documentação dez anos a contar da colocação no mercado, registos pelo menos seis meses, comunicação de incidentes em quinze, dez ou dois dias. Nada disso cabe num registo com uma só linha para «sistema de IA».
A quarta lei alemã de redução de encargos burocráticos encurtou dois prazos e deixou quatro intactos. Quem pôs oito anos em tudo destrói documentos que a inspeção fiscal ainda pode exigir. Quem deixou dez viola a limitação da conservação, no acervo mais completo que a empresa possui.
À pergunta «quantos anos guardamos o processo do trabalhador» não há resposta curta na Polónia. São três regimes, e qual se aplica decide-o a data em que começou a relação de trabalho. Para um dos grupos o prazo desce de cinquenta anos para dez — mas só depois de um depósito, e contado a partir de um dia completamente diferente.
Espanha é dos poucos Estados que enumerou por lei os casos em que o encarregado é obrigatório. Dezasseis alíneas, de a) a o), que se somam — não substituem — às três hipóteses do art. 37.º, n.º 1. O erro mais caro não está na lista: está no n.º 2, porque quem designa um EPD voluntariamente fica sujeito ao mesmo regime e tem de o comunicar à AEPD em dez dias.
Um registo que escreve «10 anos» na coluna da conservação não responde à pergunta: desvia-se dela. A CNIL raciocina em três fases sucessivas, e a segunda — o arquivo intermédio — só existe se os dados estiverem efetivamente separados da base ativa. É aí que se joga a conformidade, e é exatamente isso que ninguém documenta.
A AIPD não é uma formalidade a assinalar depois do arranque. É uma condição a cumprir ANTES do início do tratamento e, se o risco não puder ser reduzido, transforma-se em dever de consulta prévia à autoridade. A lista polaca enumera doze categorias de operações; as WP248 dão nove critérios, e cumprir dois costuma bastar.
«Somos menos de 250 trabalhadores, o registo não nos diz respeito» é o equívoco mais difundido na matéria. A isenção do art. 30.º, n.º 5 está sujeita a três condições que operam em alternativa: basta uma. E «não ocasional» abrange o processamento salarial e a gestão de clientes, ou seja, praticamente todas as empresas.
Quem mantém um mapa de formação tem uma linha para os trabalhadores, outra para as chefias diretas, outra para os encarregados de incêndio. Quase ninguém tem uma para o empregador, porque até 2025 não existia um dever formativo geral: apenas o curso do art. 34 para quem assume pessoalmente o serviço de prevenção, uma minoria. Agora existe um para todos, com uma data única.
A secção já sabia responder a quatro perguntas separadas — que figuras são precisas, que documentos, quem nunca fez um curso, que certificados caducam — mas nada as juntava, e para ver o efeito das próprias escolhas era preciso chegar ao sexto passo. Agora o efeito vê-se enquanto se preenche.
A Itália tinha 155 regras próprias de conservação contra as 232 de Portugal, e a diferença não estava distribuída: concentrava-se em sete domínios. A saúde tinha 6 contra 23, o branqueamento 4 contra 13. A Itália está agora em 205 e a diferença estrutural está fechada. Mas o número importa menos do que o método: cada regra nova nasce por verificar, e vê-se.
Não são normas obscuras. Uma vem de um documento de orientação da autoridade italiana de 2024, outra de uma lei de 2023, outra do decreto do branqueamento que toda a gente cita. O que têm em comum é que nenhuma diz respeito a um arquivo que alguém decidiu criar: dizem respeito a arquivos que existem sozinhos, e é precisamente por isso que ninguém os inscreveu.
Não é um incidente informático. É o princípio da limitação da conservação aplicado ao papel: documentos guardados para além do prazo, em locais que não eram arquivos, sem que ninguém soubesse já o que lá estava dentro.
A questão não é se se pode geolocalizar um veículo da empresa: pode-se. A questão é de quanto em quanto tempo. E a autoridade já tinha dito em 2018 que dois minutos eram desproporcionados.
Não substitui o RGPD, acrescenta-se-lhe. Para quem mantém o registo de um cliente da área da saúde, as datas a anotar são quatro, não uma, e a primeira ocorre dentro de menos de sete meses.
É o único ponto do direito da União em que a reutilização de dados pessoais para treinar um modelo está expressamente prevista. As condições são sete e têm de estar todas preenchidas em conjunto.
Uma campanha de sensibilização não é um ato jurídico e não introduz qualquer novo dever. Mas o momento em que uma organização mede o risco psicossocial é um momento que também diz respeito a quem trata da proteção de dados — e isto é uma leitura, não um conteúdo da fonte.
A sociedade é norte-americana e não tem estabelecimento em Itália, mas o Regulamento aplicou-se na mesma. Além da coima, a proibição de tratar dados de pessoas que se encontram em Itália e a ordem de eliminar os recolhidos ilicitamente.
O Serviço de IA trata dos modelos de finalidade geral, as autoridades nacionais de tudo o resto, a AEPD das instituições europeias. Saber perante quem responde um cliente vem antes de saber quanto arrisca. E antes disso vem distinguir os poderes que se tornaram exercíveis dos que foram exercidos.
Notificar uma violação hoje significa escrever a várias autoridades com formatos diferentes nos mesmos três dias. O Comité e a Autoridade Europeia apoiam o balcão único e põem limites à ENISA, à certificação e à relação entre segurança e direitos fundamentais.
O regulador britânico contou o que acontece antes das investigações formais. Postas perante a escolha entre tornar o serviço seguro ou deixarem de ser acessíveis a partir do Reino Unido, sete plataformas escolheram a segunda. É uma vitória, mas também diz como sai barato ir embora.
O caso mais grave nasce da digitalização dos arquivos em papel entre 2013 e 2022: mais de 1,17 milhões de fichas, das quais 1,14 milhões sobre adotados e cerca de 30.000 sobre crianças desaparecidas, em dispositivos mal protegidos e sem qualquer registo dos seus movimentos. A entidade só deu pela falta dos suportes durante os controlos de 2024 e de 2026.
Decisão de 25 de agosto de 2026. A autoridade brasileira apontou falhas no mecanismo de verificação de idade tanto no feed acessível sem cadastro como no feed com conta. Além da multa, a ordem de eliminar os dados recolhidos irregularmente e de configurar por omissão os perfis de menores de 16 anos na definição mais restritiva.
Decisão de 18 de junho de 2026, divulgada a 29 de julho. Um cidadão recebe e-mails promocionais sem nunca ter preenchido o formulário de sócio. Da instrução resulta que quem não confirmava a criação da conta acabava na mesma nas listas: a dupla confirmação existia, mas não estava ligada a nada.
Em 15 de abril de 2026 o CEPD adotou em projeto as Orientações 1/2026 sobre investigação científica. A consulta pública encerrou a 25 de junho e o texto definitivo ainda não saiu. Quem preenche registos deve ler o capítulo da conservação: a finalidade de investigação, por si só, não justifica um prazo aberto.
A SATS pedia aos sócios uma fotografia guardada no sistema de gestão e usada na receção para verificar a identidade de quem entra. A Datatilsynet apurou que a informação indicava um fundamento errado, não explicava o direito de oposição, e que as oposições eram rejeitadas sem demonstrar razões imperiosas e legítimas. O prazo para corrigir é 11 de setembro de 2026.
A 25 de agosto a autoridade sueca publicou orientações sobre a transmissão do desporto juvenil. Muitos clubes transmitem online os jogos das crianças, e o documento indica os fatores que decidem o que é permitido. Mas a parte que vale a pena ler é a outra: a responsabilidade quando o município é dono da instalação e o clube quer instalar as câmaras.
A 19 de agosto a CNIL traduziu para o público a sua recomendação de maio de 2026 sobre a avaliação da solvabilidade. Lá dentro estão três números e um princípio que dizem respeito a quem faz scoring: vinte e quatro meses para os incidentes passados, seis meses para os dados de um pedido recusado, e um direito de acesso à pontuação que não se despacha invocando o segredo comercial.
A 14 de agosto o ministério da Economia francês comunicou que o sistema de informação da administração fiscal tinha sofrido uma violação de dados: um terceiro conseguiu consultar e extrair informação de particulares e empresas. Os identificadores e as palavras-passe não parecem afetados — e é precisamente por isso que o risco não é o acesso às contas mas o phishing construído sobre dados fiscais verdadeiros.
A 24 de agosto a CNIL publicou as regras para os espaços digitais de trabalho usados nas escolas. O que decide não é a proteção dos menores mas um princípio de direito administrativo: a neutralidade do serviço público de educação inclui a neutralidade comercial, pelo que os rastreadores para fins publicitários ou de definição de perfis são em princípio proibidos. Se a ferramenta os tiver, o responsável tem de os desativar.
A 24 de agosto a CNIL publicou dois textos sobre a mesma matéria, um para a escola e outro para a universidade. Quem lê só o primeiro e o aplica ao segundo erra num ponto preciso: na escola os rastreadores publicitários são «em princípio proibidos», no ensino superior a CNIL «recomenda privilegiar» ferramentas que não os usem. O resto — fundamento de licitude, AIPD, garantias do subcontratante, transferências — coincide.
É a segunda coima mais alta alguma vez aplicada ao abrigo do RGPD, atrás apenas dos 1,2 mil milhões da Meta. Não trata de uma transferência de dados nem de uma violação de segurança: trata do artigo 22.º, a norma sobre decisões automatizadas que quase ninguém documenta por parecer coisa de grandes plataformas. Diz respeito, na verdade, a quem quer que deixe um software decidir algo que pesa na vida de uma pessoa.
Durante anos a Polónia foi tida como um mercado de baixo risco sancionatório. Esse pressuposto deixou de valer: em doze meses o total passou de catorze para mais de sessenta e quatro milhões de zlótis, e as três coimas mais altas da história do país têm todas o mesmo ano. Se acompanha um cliente com filial, fornecedor ou centro de serviços na Polónia, o cálculo do risco mudou.
Fizemos uma pergunta simples a quem usa a plataforma: quando chega um pedido da autoridade, que papéis tira? A resposta continha quarenta e seis categorias sem gaveta própria, que iam todas parar a «Outros documentos». Acrescentámo-las. Depois foi preciso refazer a página, porque setenta e sete quadrados cinzentos em grelha são piores do que trinta e um.
Uma EPD experimentou a plataforma durante alguns dias e escreveu que faltavam o registo de violações, a avaliação do risco, o carregamento de documentos e os preços. Três das quatro já lá estavam. Não as encontrou porque ficam dentro da ficha do cliente, e o menu não as mostra. Daí dois acrescentos: a avaliação do risco, que realmente faltava no registo, e uma barra de pesquisa que responde a «violação», «72 horas» ou «art. 33.º» dizendo também onde está o que procura.
O reparo veio de uma EPD durante o período de experiência gratuito: «nas medidas de segurança só posso escrever». Tinha razão. As medidas escolhem-se agora num catálogo dividido em nove grupos, continuam a poder ser completadas à mão, e o programa destaca as pertinentes olhando para as categorias de dados e para as transferências. Mudam também as categorias de dados, com um segundo nível descritivo, e o país de destino, que deixa de ser um campo livre.
A limitação da conservação é o princípio que pior se demonstra numa verificação, porque a resposta muda para cada categoria de dados e cada país. A plataforma integra 960 regras já escritas. Mas o essencial não é o número: de 232 regras portuguesas apenas 99 têm uma duração exprimível por um número, e 95 são declaradas «referência corrente» em vez de «verificado». Dizê-lo é mais útil do que escondê-lo.
Uma cadeia de lojas vai à falência. Os ex-trabalhadores precisam dos seus registos de horas para documentar salários em atraso, mas o único que os detém é o fornecedor do software de registo de tempos, que responde não poder comunicar nada a ninguém — «nem sequer aos próprios titulares» — porque o contrato com o responsável terminou. A autoridade norueguesa decidiu o contrário: quando fica só você a decidir sobre os dados, o responsável é você.
Testar um novo sistema de gestão de pessoal com dados reais não é proibido: proibido é transferir mais campos do que o teste exige. O Tribunal Federal do Trabalho alemão condenou um empregador a duzentos euros por ter carregado salário, morada particular, número de identificação fiscal e estado civil apesar de ter acordado com a comissão de trabalhadores uma lista de nove campos. E confirmou que o atraso na resposta a um pedido de acesso não é, por si só, um dano.
Quem leu apenas o título — «o regulamento da IA foi adiado» — está a trabalhar com informação errada. A data de 2 de agosto de 2026 não desapareceu: mudou de conteúdo. O que ficou abrange muito mais clientes do que aquilo que se moveu.
Faltava algo para dar ao cliente que diz «ativámos a IA no programa de gestão». A autoridade neerlandesa publicou uma autoavaliação sobre sistemas de IA generativa: quatro momentos, e em cada um uma decisão que tem de ficar documentada.
A Cyberbeveiligingswet entrou em vigor a 15 de agosto de 2026. O número que conta não é oito mil: são cento e trinta e três mil, as PME neerlandesas que a lei alcança não por estarem no âmbito, mas por fornecerem quem lá está.
Os dados do primeiro semestre de 2026 dizem duas coisas distintas. A primeira é que o número de pessoas notificadas é dominado por pouquíssimos incidentes enormes. A segunda, mais incómoda para quem avalia o risco, é que a IA aparece numa violação em cada quatro.
Em 10 de agosto de 2026 a CNIL colocou por escrito como se identifica e como se resolve um conflito de interesses do encarregado de proteção de dados. O critério é um só: se nas restantes funções o EPD determina as finalidades e os meios de um tratamento, não pode depois fiscalizá-lo. Ninguém pode ser juiz em causa própria.
Em 5 de agosto de 2026 a autoridade francesa esclareceu os contornos de um direito que é exercido com frequência e mal compreendido. Perante um órgão de imprensa mantêm-se aplicáveis a oposição e o apagamento, não o acesso nem a retificação. E a recusa tem de ser fundamentada em concreto: seis fórmulas genéricas são indicadas como inadmissíveis.
Todos os anos o CEPD escolhe um tema e todas as autoridades nacionais verificam-no em conjunto, no mesmo período, com questionários e inspeções. Para 2026 o tema é a transparência: como os responsáveis informam as pessoas sobre o que acontece aos seus dados. Estão em foco o art. 13.º, quando os dados vêm do titular, e o art. 14.º, quando vêm de outra origem. A autoridade checa já inscreveu o tema no seu plano de inspeções.
A 24 de julho de 2026 a CNPD aprovou o Plano Plurianual de Atividades para o triénio 2027-2029 e o Plano de Atividades para 2027. É o tipo de documento que quase ninguém lê e que diz, com anos de antecedência, onde a supervisão se vai concentrar: formação digital, vulnerabilidade digital, capacitação para o DSA, competências em IA e neurodados.
Com a Deliberação/2022/1072 a CNPD aplicou ao INE uma coima única de 4,3 milhões de euros por cinco contraordenações praticadas no âmbito da operação censitária de 2021. A mais instrutiva não é a dos dados de saúde e religião: é que o INE, apesar de existir um escritório da empresa em Lisboa, contratou com a sociedade sediada nos EUA, aceitando o foro da Califórnia e o trânsito dos dados por duzentos servidores, com cláusulas contratuais-tipo e nenhuma medida complementar.
No processo C-621/22 o Tribunal de Justiça decidiu que um interesse comercial pode constituir um interesse legítimo nos termos do artigo 6.º, n.º 1, alínea f). Muitos leram apenas essa linha. O resto do acórdão lembra que as condições continuam a ser três e cumulativas, e que a terceira - a ponderação com as expectativas razoáveis do titular - é aquela em que o caso concreto se perdeu. Para o EPD a consequência é prática: o interesse legítimo só existe se estiver escrito nalgum lado.
As coimas das autoridades fazem manchetes; as acções cíveis fazem a facturação dos advogados. Desde 2023 o Tribunal de Justiça esclareceu que a indemnização do artigo 82.º exige três elementos cumulativos - violação, dano e nexo de causalidade - sem qualquer limiar de gravidade. E decidiu que o receio fundado de que os dados tenham caído em mãos erradas já é dano não patrimonial. Para o responsável muda o terreno de jogo: já não a gravidade, mas a prova das medidas adoptadas.
Depois do DSA e antes do DMA e do regulamento da IA, a quarta peça do mosaico regulatório europeu trata da relação entre concorrência e proteção de dados. Não é um tema teórico: toca nos dados como ativo de mercado, nas concentrações e na posição de quem trata dados porque domina um mercado. O CEPD e a Comissão pedem contributos antes de escrever, e desta vez o prazo está próximo.
A 1 de Julho de 2026 o CEPD e a Autoridade europeia antibranqueamento anunciaram orientações conjuntas sobre um ponto que nenhum dos dois podia resolver sozinho: como podem bancos, profissionais e autoridades trocar informação sobre suspeitas sem construir listas de suspeitos fora de controlo. A faculdade aplica-se a partir de 10 de Julho de 2027 e a consulta pública é esperada na primeira metade desse ano. Quem assessora entidades obrigadas tem um ano para se preparar.
O número e a complexidade das reclamações aumentam, em parte devido ao maior uso da IA, e as autoridades dizem abertamente que os recursos não chegam. As soluções em cima da mesa: operações conjuntas, partilha de recursos entre autoridades e o futuro regulamento processual.
A autoridade principal queria encerrar o caso alegando abuso dos artigos 77.º e 80.º, n.º 1. A autoridade austríaca opôs-se e o CEPD deu-lhe razão: nem o elemento objetivo nem o subjetivo do abuso estavam demonstrados. A reclamação volta atrás e tem de ser decidida quanto ao mérito.
A 9 de Julho de 2026 a CNIL atualizou a sua página sobre o controlo da atividade do pessoal. O conteúdo parece revisão, mas há um ponto que na prática se subestima continuamente: as condições são três, são cumulativas, e duas das três nada têm a ver com o grau de intrusão do instrumento.
On 3 July 2026 the French labour ministry, the AFCDP and the CNIL published the fifth edition of the DPO Profession Observatory, carried out by the Afpa. The easy reading is that DPOs are becoming the AI point of contact. The useful reading is different: between those who want the AI Act in their remit and those who say they know it there is a 44-point gap, and the AI Act never mentions the DPO at all.
On 24 June 2026 the Austrian Verwaltungsgerichtshof closed proceedings pending since 2019, reducing to EUR 13 million the fine for processing 'party affinities' calculated for around 2.2 million people. The headlines will be about the discount. For a DPO what matters is the rest: the Court says that punishing a legal person requires no act by its management bodies, that having resources to take advice raises the bar rather than lowering it, and that the charges on the DPIA and the record of processing fall away by absorption - not because those documents were correct.
On 26 January 2026 the Swedish authority fined Sportadmin i Skandinavien AB SEK 6,000,000 for breaching Article 32(1). The platform handles memberships, invoicing and websites for sports clubs: the 16 January 2025 attack exposed the data of 2,126,075 people, mostly children, including allergies and disabilities. But the passage worth reading twice is another one: since 2021 the company had identified the risk of SQL injection in its own annual reviews, and IMY cites exactly that to establish gross negligence.
The Dutch government has designated the Autoriteit Persoonsgegevens and the Rijksinspectie Digitale Infrastructuur as coordinating national supervisors for the AI Act. The 2026 work agenda lists five priorities: overarching system supervision, transparency and explainability, frameworks and standards, testing for bias and fairness against discrimination, and AI literacy. The first formal enforcement actions are expected during 2026, starting with organisations using prohibited practices or demonstrably neglecting the AI literacy obligation.
In the review published on 6 July 2026 the CNIL counts 23 new fines adopted since January under its simplified procedure, totalling EUR 133,750. Three infringements recur: excessive video surveillance, non-compliant cookie banners, and failure to respond to access and erasure requests. One example of the kind of target: EUR 7,500 against a company operating public toilet facilities, on 2 April.
On 26 May 2026 the CNIL's restricted committee fined IQVIA Operations France EUR 5 million. The company runs two health data warehouses for third-party studies: LRX, authorised in 2018 and fed by around 14,000 pharmacies, and EMR, authorised in 2021 and fed by several thousand doctors. Among the findings, the most instructive: the practice management software used in pharmacies transmitted customer data to IQVIA even where the customer had objected.
On 12 June 2026 the Korkein hallinto-oikeus, Finland's Supreme Administrative Court, dismissed Verkkokauppa.com's appeal against the penalty imposed by the Finnish Data Protection Ombudsman's sanctions board (decision KHO 12.6.2026/1604). The original amount was EUR 856,000, reduced by the Administrative Court to EUR 792,639 on the basis of the company's most recent turnover. The finding does not concern a data breach: it concerns the fact that the company had never defined retention periods for customer account data.
On 25 May 2026 the President of the UODO fined the mayor of Myslenice PLN 7,700. An un-anonymised petition had been published in the municipality's Public Information Bulletin: names, surnames, home addresses and signature specimens of 749 people. The core of the decision is not the publication, which the municipality corrected by replacing the file: it is that the breach was never notified to the authority, not even after the authority asked.
On 29 July 2026 the Administrative Jurisdiction Division of the Raad van State dismissed the appeal of the Autoriteit Persoonsgegevens against the municipality of Enschede, upholding the February 2024 judgment of the Overijssel District Court. The EUR 600,000 fine, imposed in March 2021 for counting city-centre visitors through sensors capturing the MAC addresses of wifi-enabled devices, remains annulled. The reason is not that the tracking was lawful: it is that the authority did not sufficiently demonstrate that the MAC addresses collected qualified as personal data and that processing of personal data had therefore taken place.
On 22 June 2026 the President of the UODO, Miroslaw Wroblewski, closed the proceedings opened after a breach notification by Energa-Obrot: reprimands for the controller and the processors, and an administrative fine of PLN 10,145 for one of the processors. At the root of it, the use of WhatsApp by sales representatives of a door-to-door network during the pandemic: on a former agent's private phone there were scans and photographs of customer contracts, in group conversations, for many months.
On 8 May 2026 the Irish Data Protection Commission closed its inquiry into a series of personal data breaches at Permanent TSB, first notified in May 2022. Malicious actors, holding certain customer information, called the Open24 contact centre posing as customers, gained access to accounts and amended account details. Some customers lost money. The authority issued a reprimand and fines totalling EUR 277,500.
The Autoriteit Persoonsgegevens has set three strategic priorities for 2026-2028: mass surveillance, artificial intelligence and digital resilience. In its 2026 annual plan the authority states that it is allocating more capacity to AI and algorithms and will concentrate on large-scale systems with significant societal impact, without distinguishing between the public and private sectors. For anyone with clients in the Netherlands, or considering that market, it is the most useful piece of information of the year - and it costs nothing.
The Dutch Autoriteit Persoonsgegevens has increased its budget and headcount and has named transparency, tracking and cookies among its 2026 supervisory priorities, with an approach that is openly less advisory and more enforcement-driven. In Poland the President of the UODO has shifted attention towards small and medium enterprises, a segment until recently little touched by inspections. For anyone with clients in those countries, or considering it, these are two signals that change the cost-benefit balance of compliance.
The Italian data protection authority has fined Piaggio & C. Spa 460,000 euro over the way the company managed employee email accounts. The investigation, opened after complaints by two former employees, established that 112 emails had been acquired during the employment relationship, some dating from roughly two years before any suspicion arose, made possible by backups retained for the whole duration of employment and up to five years after termination. Alongside the fine, the authority banned the company from accessing the data it had collected.
The Italian data protection authority has issued a favourable opinion on the draft legislative decree implementing the AI Act in Italy. The decree sets out national governance and designates the authority as market surveillance authority for high-risk AI systems used in the areas most sensitive for fundamental rights: justice, law enforcement, immigration, border management and democratic processes. Among the conditions attached, one concerns any organisation: extending the ban on decisions based solely on automated systems to assessments affecting the employment relationship.
Following a data breach notification and a complaint, the Italian data protection authority fined the Metropolitan City of Sassari for misconfiguring its electronic document register, making documents containing personal data accessible to staff who, given their role and duties, were not authorised to process them. The fine is 12,000 euro, but the principle applies to every public body and every company running a document management system: filing is not a neutral activity, and a default of total visibility breaches the principles of integrity and confidentiality.
For two years 2 August 2026 was presented as the day obligations for high-risk AI systems would start. The Digital Omnibus package changed that calendar: requirements for Annex III high-risk systems move to 2 December 2027 for stand-alone systems and 2 August 2028 for those embedded in products already covered by sectoral legislation. 2 August nonetheless remains an operative date: the transparency obligations of Article 50 become applicable, together with the full operation of governance and penalties, with national authorities acquiring full powers.
The Danish authority has flagged cookie consent as a supervisory priority for 2026, coordinating with the Digitaliseringsstyrelsen, which oversees the ePrivacy implementation while Datatilsynet applies the GDPR. But Denmark has a peculiarity that changes how every one of its decisions should be read: its constitutional order does not allow an administrative authority to impose punitive financial penalties. Recital 151 GDPR expressly anticipates this for Denmark and Estonia: the fine is decided by a court as a criminal penalty, following a report by the authority to the police.
With deliberation no. 2026-042 of 12 March 2026, made public on 14 April, the French CNIL adopted its final recommendation on email tracking pixels: for most marketing uses, prior consent is required, just as for cookies. Existing contact bases were given three months to inform recipients and allow them to object, a period that ended on 14 July 2026, with checks announced from that date. In Italy the authority reached the same conclusion with decision no. 284 of 17 April 2026, but with a longer compliance window.
The Italian DPA fined Wind Tre EUR 1,715,600 (decision no. 348 of 14 May 2026, made public with the 16 July newsletter). The starting point was not a sophisticated cyberattack: people posing as support technicians convinced staff at two retail outlets to allow access to company systems. From there, identification and contact data of 365,048 customers were exfiltrated; for 41,359 of them, payment method information as well, including IBANs, postal payment slips and credit cards with partially masked numbers and expiry dates. The charges: breach of the integrity and confidentiality principle (Art. 5(1)(f)) and of security obligations (Art. 32(1)(b)).
In January 2026 the CNIL fined American Express EUR 1.5 million for cookie violations, confirming that the topic remains a standalone enforcement priority alongside artificial intelligence and cybersecurity. In 2025 there had been 21 cookie decisions, totalling over EUR 475 million. The recurring charges are always the same: trackers set before consent, a reject button less visible or further away than the accept button, inadequate information.
A customer had asked to access their own data contained in a recorded call with customer service. The company refused, considering the protection of the agent's confidentiality to prevail. The authority held that the request could be satisfied by providing the transcript, provided the elements identifying other people involved are redacted: given the professional context of the call and its subject, a supply contract, redaction would not have prejudiced the agent's confidentiality.
At its July 2026 plenary, the European Data Protection Board adopted guidelines on anonymisation and on web scraping in the context of generative artificial intelligence, together with the final version of the guidelines on processing personal data through blockchain technologies. Three documents addressing three recurring questions: when data is truly anonymous, on what conditions data may be collected from the web to train models, and how the immutability of a chain can be reconciled with data subjects' rights.
The Spanish authority fined Amadeus IT Group EUR 18 million (reduced to 14.4 with voluntary payment) for aggregating travellers' booking data into profiles for product development. The cross-border investigation found the reuse of data collected years earlier from airlines and agencies, for purposes data subjects could not reasonably expect, without an Article 14 notice and without a valid legitimate-interest balancing test.
The Norwegian authority concluded proceedings opened after an audit of the Nordic entities of a retail group, finding several breaches relating to its loyalty programme: invalid consent, new processing purposes introduced without assessment, insufficient legitimate-interest balancing, and failure to answer data subject requests within the deadline. More than six million members across the Nordic region were affected.
With three decisions adopted in the same session on 3 July 2026, the Italian DPA targeted the credit-scoring chain applied to energy supply contracts: Experian Italia, Hera Comm and Cerved. The charges are similar and paint a clear picture: deficient notices, breaches of minimisation and storage limitation, privacy by design and by default disregarded, inadequate responses to access requests and poorly governed Article 28 relationships along the chain.
A preliminary requirement that almost everyone overlooks is back in the spotlight: Article 4 of Legislative Decree 24/2023 requires internal reporting channels to be activated after hearing worker representatives or trade unions. The ANAC guidelines clarify that failing to do so makes the procedure non-compliant and may trigger a sanction under Article 21. It also applies to substantial updates, not just first activation.
In its 16 July 2026 newsletter the Italian DPA announced a EUR 1.7 million fine to telecom operator Wind Tre following a data breach with exfiltration of roughly 365,000 customers' data. The case confirms the authority's line on large operators: the incident itself is not the fault - the fault lies in security measures inadequate to the risk (Art. 32) and in how the breach was handled. In the same newsletter: two debt-collection companies fined (EUR 50k and 30k) and the customer's right to access the audio of their own support calls (Enel case).
With a decision of 3 July 2026 (announced 9 July) the Italian DPA fined Character Technologies Inc., the US company behind Character.AI, EUR 158,000: deficient privacy notice (Arts. 12-14), a DPIA prepared late relative to the service launch, late designation of the EU representative (Art. 27) and shortcomings in minor protection and age verification. Beyond the fine, corrective measures within 120 days: working age verification, an effective cooling-off period against re-registration by blocked minors, minors' profiles private by default.
In its 17 June 2026 newsletter the Italian DPA restated a principle that matters well beyond family disputes: publishing photos of minor children on social media requires the consent of BOTH parents. In case of disagreement, the child's protection prevails. For the DPO it is an operational criterion affecting schools, nurseries, sports clubs, parishes and companies publishing images of minors for promotional purposes.
In a notice addressed to the hospitality sector, the Italian DPA reiterated that hoteliers may not keep copies of guests' identity documents: the legal duty (Art. 109 of the Italian public-security code) is to identify the guest and transmit the data to the police via the Alloggiati Web portal - after that, document copies must be destroyed or deleted. A widespread habit becomes a concrete sanction risk.
The EDPB has opened a public consultation on a new harmonised data-breach notification template, designed to align the information requested by authorities across Member States. For DPOs it is operational news: the content of the Art. 33 notification is becoming standardised, and anyone with a structured internal procedure (facts, categories, risk assessment, measures) will find the work already done.
With decision no. 170/2026 the Italian DPA fined Enel Energia EUR 563,052: during purely administrative contacts (supply paperwork, takeover confirmations), including via third parties, commercial offers were made without a valid legal basis - even to customers on the opt-out register or who had expressly refused marketing consent. Also challenged: a re-contact mechanism based on opt-out (an SMS with 90 seconds to refuse) and partner vetting - one agency was contracted two months after being sanctioned by the DPA for marketing.
With injunction order no. 419 of 28 May 2026 the Italian DPA declared unlawful certain personal data processing carried out by AgID - the Agency for Digital Italy, with a EUR 55,000 fine and publication of the decision on the authority's website. The breaches concern lawfulness, fairness and purpose limitation (Art. 5), information duties towards data subjects (Arts. 12 and 14) and data protection by design (Art. 25).
With decision no. 342 of 2026, the Italian DPA reaffirmed that data on employees' health or psychological journey cannot be made accessible to the employer, not even in aggregate form. The case closes the loop with the AI Act, which expressly prohibits AI systems that infer people's emotions in the workplace (Art. 5): organisational wellbeing cannot turn into emotional surveillance.
In July 2026 Trenitalia informed its customers of a data breach suffered roughly eight months earlier. Beyond the outcome, the case is a textbook lesson on the difference between notifying the authority within 72 hours (Art. 33) and communicating to data subjects 'without undue delay' when the risk to their rights is high (Art. 34): eight months are hard to justify, and in the meantime the persons affected could not protect themselves.
On 2 July 2026 the Italian DPA presented its 2025 activity report to Parliament: 807 collegial decisions, 506 corrective and sanctioning measures, over EUR 37.7 million in fines collected (+54.5% on 2024), 2,415 data breaches notified (+10%), 130 inspections. AI takes centre stage: from DeepSeek to deepfakes, from facial recognition at the airport to worker surveillance.
With a decision of 29 April 2026, the Italian DPA fined Lepida (EUR 100,000), one of Italy's main SPID identity providers: over 7,000 counter operators could view data and download copies of ID documents and health cards of more than 1.5 million citizens, even with no operational need. The DPA found accesses 'out of mere curiosity' and documents left stored on operators' workstations after identification.
On 29 June 2026 the EU Council approved the proposed regulation that streamlines and simplifies certain AI rules, amending the AI Act (the 'Digital Omnibus' package). Negotiations with Parliament continue: until final adoption, the current AI Act text remains the reference, including the August 2026 transparency deadlines.
The Italian DPA fined Emirates EUR 180,000 over the handling of reduced-mobility passengers' health data. The case started from a complaint by a passenger asked to fill in a medical form despite not being in the categories required to do so. The key point for DPOs: the collection itself was lawful, but the authority faulted an inadequate notice and excessive retention (7 years).
With decision no. 311 of 29 April 2026, the Italian DPA found unlawful the employer's use of data collected through the loyalty card to support an employee's dismissal. That data had been collected to run the loyalty programme, not to monitor or discipline staff. The point for DPOs: having a piece of data does not mean you can use it for any purpose.
For 2026 the EDPB chose TRANSPARENCY as the topic of its coordinated enforcement action: authorities will examine how organisations inform data subjects under Art. 12-14. In short: clear, complete, verifiable notices. A good moment to review your clients' documents.
Cumulative GDPR fines have passed EUR 7.1 billion across 1,400+ decisions. Enforcement is accelerating, not plateauing. And contrary to a common myth, SMEs do get fined: smaller amounts, same proportional severity.
In France the authority (CNIL) fined IQVIA EUR 5 million, clarifying a point many confuse: pseudonymising data - even health data - is not the same as anonymising it. Pseudonymised data remains personal data and must be handled with all the safeguards of the Regulation, including the enhanced ones in Art. 9.
The Rome Court annulled the EUR 15M fine the Italian Garante imposed on OpenAI in 2024. The judge does not rule on the merits (legal basis, notice, age verification): it upholds the jurisdiction argument. For cross-border processing the one-stop-shop and lead authority govern.
The Italian Garante set its 2026 inspection areas, backed by the Finance Police tech-fraud unit. Topics include data breaches in public databases and abusive access. Those who document self-assessment and lesson learning get treated differently.
The CNIL fined France Travail (formerly Pole Emploi) EUR 5 million after a breach exposing the data of around 36.8 million people. Attackers used social engineering against partner advisers' accounts. The lesson: having security plans is not enough, they must actually be implemented.
The CNIL fined software vendor Nexpublica EUR 1.7 million: its PCRM tool, used by social services, exposed sensitive documents (including disability data) to other users. The flaws were known from prior audits but left open. A textbook case for anyone processing health data.
The Spanish Data Protection Agency fined Aena over EUR 10 million for launching its biometric boarding programme without completing an adequate DPIA. Not a data breach: a failure of preventive accountability.
The Autoriteit Persoonsgegevens confirmed the EUR 290 million fine against Uber for unlawful transfers to the US. Meanwhile the Authority sets three strategic priorities for the next two years every DPO should know.
The Italian DPA fined The European House - Ambrosetti spa EUR 85,000 following a 2024 data breach affecting 61,670 people. The attack, via a technical vulnerability, led to the exfiltration of names, emails, usernames and passwords. The point for DPOs: the breach was notified to the regulator within 72 hours, but data subjects were informed only after two months and after the authority stepped in.
The European Data Protection Board has launched the 2026 coordinated action on transparency and information obligations. 25 national DPAs (including the Italian Garante) are already contacting controllers in various sectors. What to expect and how to prepare.
The Italian DPA (Garante) issued a general provision banning Italian public administrations from using WhatsApp, Telegram, Messenger and other commercial messaging apps for operational communications with citizens. Banned also for requesting documents, certificates or personal data. PAs must use institutional channels (PEC, portals, SPID-auth) by July 1, 2026. Fines up to 100,000 EUR.
The Spanish Data Protection Agency is the first European Authority to publish elaborate guidance on agentic AI. It explains the concept, the vulnerabilities in processing personal data and mitigation measures for controllers and processors.
The German Federal Commissioner for Data Protection (BfDI) imposed a total fine of EUR 45 million on Vodafone GmbH: 15M for Art. 28 violation (processor oversight) and 30M for Art. 32 (security). A decision that redefines accountability expectations on processors.
After the NIS2 transposition with Legislative Decree 138/2024, Italian companies qualified as 'essential entities' or 'important entities' must coordinate NIS2 obligations (cyber security, 24h incident reporting) with GDPR obligations (72h data breach). The DPO is not the NIS Coordinator but must interface: risk of double sanctions if not properly orchestrated.
The EDPB clarifies how to process the professional data of DPOs exposed publicly on online directories: legal basis, purposes, data subject rights and platform responsibilities.
The EU AI Act enters its critical phase: August 2026 triggers obligations for high-risk systems. The Italian Garante has already anticipated enforcement with the EUR 5M fine to Luka (Replika). What DPOs must do now.
In less than 3 months, the AI Act sections dedicated to deployers (users) of high-risk AI systems enter into force. The DPO becomes a key interlocutor for impact assessment, data subject information and monitoring.
The Italian Data Protection Authority addresses the management of corporate emails after employment termination. ITAS Mutua sanctioned for undocumented access and retention beyond necessary.
The Irish Supreme Court confirms the suspension of the record 530M EUR fine imposed by the DPC on TikTok for EEA data transfer to China. The case exposes the structural problem of enforcement timing against big tech.
On April 17, 2026, the Italian DPA adopted Guidelines on tracking pixels in emails. For DPOs: 6 months to align privacy notices, consent flows, and privacy-by-design techniques.
The Italian Data Protection Authority fines Intesa Sanpaolo for a data breach affecting 2.4 million customers. Late notification and incomplete information among the key issues.
The Rome Court annuls the fine that the Italian DPA had imposed on OpenAI for the ChatGPT case. A decision that redefines the scope of GDPR enforcement on generative AI models.
The Italian DPA fines Enel Energia for promotional calls to subjects who had not provided consent or had registered their number in the public opposition register.
With its January 17, 2026 ruling, the Italian Supreme Court confirms that the 120-day deadline for concluding the DPA's enforcement proceedings is final. A relevant decision for those handling privacy litigation.
EDPB publishes the results of the coordinated enforcement action: insufficient resources, lack of access to top management, conflict of interest risk. A snapshot that also concerns Italian external DPOs.
France's State Council confirms CNIL's approach on pseudonymized health data. A ruling that redefines the practical scope of GDPR anonymization and impacts all data analytics projects.
The European Data Protection Supervisor (EDPS) adopts new binding rules to protect DPO independence within Union institutions. A signal strengthening the role.
EDPB and EDPS publish the joint opinion on the EU Commission's Digital Omnibus package. Positive measures on data breach and DPIA, but strong opposition to the revision of the personal data definition.
The Italian DPA published its inspection activities plan for January-June 2026. Sectors at risk: banking data breaches, health dossiers, energy telemarketing, and AI in schools.
The French Authority separately fines Free Mobile (27M) and Free (15M) for a breach that exposed 24 million subscribers in October 2024. A decision that clarifies the scope of Art. 34 GDPR.